PROGRAMA DE INCLUSÃO PRODUTIVA DA
OVINOCAPRINOCULTURA DO SEMIÁRIDO DA BAHIA

O PROJETO

PROGRAMA BIOMA CAATINGA

O Programa Bioma Caatinga é o resultado de uma ação conjunta de vários agentes institucionais (Banco do Brasil, SEBRAE/BA, Casa Civil, SEAGRI, FAEB, SENAR-BA, FETAG, UNIVASF, UNEB, EBDA, ADAB, CAR, CEF, MDA, EMBRAPA SEMI-ÁRIDO, CHESF, CONAB, CODEVASF e ADS-CUT) e tem por objetivo, por meio de análise detalhada da cadeia produtiva da caprinovinocultura, investir no Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) em cinco municípios no estado da Bahia: Remanso, Casa Nova, Juazeiro, Curaçá e Uauá.

Figura 1: Territórios do Programa Bioma Caatinga
Fonte: Elaborado pelo MARKESTRAT e GPUBLIC (2011)

A relevância do DRS para os territórios contemplados pelo Programa Bioma Caatinga pode ser dimensionada a partir da importância que essas cadeias produtivas têm em suas respectivas regiões.

Os territórios que compõem o programa são formados por um conjunto de comunidades, cada uma com recursos e especificidades particulares, que somadas possuem a maior concentração de rebanho no território do sertão do São Francisco.

A estratégia de ação para o programa se estrutura principalmente sobre a prática diária do produtor, sendo as informações e conteúdos, tanto os conceituais como os metodológicos, originados na realidade concreta dos participantes (comunidades e instituições).

Trata-se, portanto, de um conhecimento direcionado para a ação, implicando necessariamente em mudanças no modo de pensar/atuar. Por esta razão, o Programa Bioma Caatinga traz em seu método de análise um modelo transformador.

TERRITÓRIO DO SERTÃO DO SÃO FRANCISCO - BAHIA

Superfície Territorial 61,7 mil Km2
Municípios do Território Campo Alegre de Lourdes, Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé, Sobradinho, Uauá e Canudos.
Estabelecimentos agropecuários 30 mil
População estimada 522 mil habitantes
Residentes nas áreas rurais 150 mil residentes
Clima Árido e semi-árido
Vegetação Caatinga
Níveis Pluviométricos Anual Entre 390 mm e 585 mm
Temperatura Média Anual 24,2 °C

PARTICIPAÇÃO NO REBANHO OVINO E CAPRINO

Nacional 13%
Nordestino 17%
Baiano 45%

REBANHO OVINO E CAPRINO SERTÃO DO SÃO FRANCISCO, BAHIA

Densidade total 48,0 cabeças/km2
Rebanho ovino 947.854 animais
Densidade ovina 15,4 cabeças/km2
Rebanho caprino 1.998.429 animais
Densidade caprina 32,4 cabeças/km2

TERRITÓRIO DO SERTÃO DO SÃO FRANCISCO - BAHIA

Casa Nova 496.506 cabeças
Curaçá 260.388 cabeças
Juazeiro 327.140 cabeças
Remanso 145.961 cabeças
Uauá 234.600 cabeças

Quadro 1: Informações gerais do Território do Sertão do São Francisco Fonte: IBGE (2008)

Embora sejam expressivos numericamente, os rebanhos do Sertão do São Francisco apresentam níveis reduzidos de desempenho, ocasionados, principalmente pelo baixo nível tecnológico que caracteriza os sistemas de produção, formado em sua maioria por unidades com uma economia de subsistência (consumo familiar e venda do excedente).

Uma característica diferencial dos territórios estudados é a presença dos "fundos de pasto", (áreas de caatinga de domínio comunitário), utilizados por aproximadamente 95% dos produtores familiares da região. Por não terem documentação formal da terra, há dificuldade de acesso ao crédito bancário, assim como em outras formas de apoio. Estima-se que são 19 mil famílias envolvidas que vivenciam esta realidade.

Neste sentido, os objetivos gerais do Programa Bioma Caatinga são:

Identificar os diferentes nichos de produção local: por meio dos estudos de cada território, as particularidades produtivas serão caracterizadas, evidenciando as vantagens competitivas inatas ao território analisado;

Elaboração de Planos de Melhoria da Competitividade (PMC): após ter as vantagens competitivas identificadas, os gestores do programa direcionarão os recursos disponíveis em ações que proporcionem o desenvolvimento sustentável;

Estruturação das cadeias de caprinovinocultura de corte e caprinocultura de leite: por meio das particularidades de cada produto gerado, o programa prevê a inclusão produtiva dos pequenos produtores envolvidos, priorizando assim uma relação direta com o mercado. No processo de estruturação, o Programa Bioma Caatinga prevê, entre outras ações:

  • Desenvolvimento de plantas industriais;
  • Fomento do Programa Nacional de Sanidade;
  • Fomento do Programa de Melhoramento Genético com base no GENECOC da EMBRAPA;
  • Implantação de Sistemas de Certificação de Qualidade (lácteos e carne);
  • Capacitação técnica em gestão administrativa, financeira e tributária (propriedade e cooperativas).

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